Tucano lamenta exclusão de Marina; petista diz que 'não muda em nada'

16 AGO 2013
16 de Agosto de 2013

Políticos governistas e de oposição comentaram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de negar registro ao Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva, segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Com a decisão do TSE, o partido não poderá concorrer na eleição do ano que vem. Leia abaixo o que se disse no meio político sobre o resultado do julgamento.

Aécio Neves (MG), senador e presidente do PSDB

"Acompanhamos desde o início o esforço de Marina Silva para formação da Rede, e fomos solidários a ela, inclusive, quando a truculência do PT se fez mais presente na tentativa de impedi-la de alcançar seu objetivo no Congresso. Lamentamos a decisão do TSE, mas temos que aceitar e respeitar a decisão da Justiça. Mantemos a posição que já externamos em outras oportunidades: a presença de Marina Silva engrandece o debate democrático de ideias."

André Vargas (PT-PR), deputado federal e vice-presidente da Câmara

"O tribunal agiu com independência, ela [Marina] não cumpriu com o mínimo. Aprovar era que seria um escândalo, um casuísmo. Eu nunca vi um partido com tanto apoio ser rejeitado [...] A Marina foi tratada como candidata que poderia ajudar a levar ao segundo turno. Era a inocente útil, que serve para disputar a eleição, mas não serve para governar o país. O PSDB, que não está satisfeito com seu candidato, poderia então chamar ela para disputar. [...] Nós [PT] não temos problema em disputar eleição com dois turnos. A candidatura da Dilma está preparada para dois turnos. O Lula enfrentou dois turnos. Não muda em nada."

Domingos Dutra (PT-MA), deputado federal

"É lamentável que o registro da Rede tenha sido rejeitado. A democracia manca."

Reguffe (PDT-DF), deputado federal

"Estou muito triste com o resultado. Gostaria de ver algo diferente na política deste país. A política deveria ser uma questão de idéias e não de cargos."

Roberto Freire (SP), deputado federal e presidente do PPS

"Foi uma violência, não contra a Marina em especial, mas contra a cidadania. [...] A eleição ainda está muito longe, a única certeza que a gente tem é que Rede não vai participar. Daqui até 2014, vamos ter ainda muitas reviravoltas. Eu defendi a candidatura de [José] Serra, porque nos ajudaria a levar a eleição para o segundo turno. Da mesma forma que a candidatura da Marina seria importante. Nós [Brasil] estamos cometendo um erro, porque esse governo não tem escrúpulos. Por isso o segundo turno seria importante."

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), senador

"Fico triste como cidadão, porque acho que a participação da Marina qualificaria o debate, contribuiria com temas novos, da sustentabilidade. A gente perde muito para o debatre eleitoral. [...] Não tenho a menor dúvida que nós vamos ter segundo turno, com a Marina ou sem a Marina. A intenção de votos da presidente Dilma varia de 30% a 40%; 60% quer uma nova alternativa. [...] Temos que ter um pouco de cautela e aguardar a decisão que ela vai tomar até sábado. Se ela não disputar, acho que o voto da Marina é claramente um voto de oposição. Há uma fadiga natural em relação aos governos do PT, de três mandatos. Os votos vão se espalhar entre os outros candidatos. Mas o eleitor de Marina claramente tem caráter de oposição em relação ao PT. Mas temos que esperar a opção dela."

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